D. Afonso Henriques - O Conquistador

D. Afonso Henriques – O Conquistador

D. Afonso Henriques foi um valente e corajoso combatente que travou muitas batalhas para conseguir a independência do Condado Portucalense e conquistar terras aos Mouros. Ficou, por isso, conhecido na História de Portugal pelo cognome de o Conquistador. Vamos descobrir um pouco mais sobre a sua vida.

  • D. Afonso Henriques, filho do conde D. Henrique de Borgonha e de D. Teresa, terá nascido por volta de 1109 no Condado Portucalense, situado entre o rio Minho e o Sul de Coimbra. Por esta altura, dava-se o nome de condado a um território na fronteira com os inimigos, oferecido pelo rei a um senhor nobre que passava a chamar-se conde e tinha a obrigação de defender essas terras e seus habitantes.

  • Depois da morte do seu pai, D. Afonso Henriques ficou entregue aos cuidados do seu aio Egas Moniz. Um aio era uma pessoa que se ocupava da educação e formação das crianças de famílias nobres.

  • Com apenas 13 anos, D. Afonso Henriques armou-se a si próprio cavaleiro na Catedral de Zamora. Foi um ato de grande coragem, já que, nesta altura, só os reis poderiam escolher e armar cavaleiros.

  • Em 1128, D. Afonso Henriques lutou contra a sua mãe, D. Teresa, numa batalha que ficou conhecida como a Batalha de São Mamede, uma terra perto de Guimarães.

  • No reinado de D. Afonso Henriques, muitos castelos e fortalezas foram construídos de forma a proteger as terras conquistadas. Guimarães, Leiria, Tomar e Silves são alguns dos castelos desta época que ainda hoje podem ser visitados.

  • Em 1139, na Batalha de Ourique, no Alentejo, D. Afonso Henriques derrotou os Mouros e foi aclamado rei pelos soldados que combatiam a seu lado.

  • D. Afonso, em 1143, assinou o Tratado de Zamora, com o objetivo de tornar Portugal independente do reino de Leão e Castela. Um tratado é um documento assinado entre duas ou mais partes com o objetivo de estabelecer a paz e a entreajuda.

  • Só em 1179 Portugal foi reconhecido como um reino independente e D. Afonso Henriques como rei. Foi o Papa Alexandre III quem reconheceu estes feitos através de uma bula. A bula era um documento oficial da Igreja, autenticado por um selo em forma de bola (em latim bulla), normalmente em chumbo.