D. Carlos - O Diplomata

D. Carlos – O Diplomata

Apesar de não gozar de grande popularidade em Portugal, D. Carlos foi um diplomata hábil que prestigiou o nome do país, quer nas visitas que fez ao estrangeiro, quer quando recebeu outros chefes de Estado em Portugal. Por isso, ficou conhecido como o Diplomata. Vamos descobrir um pouco mais sobre a sua vida.

  • D. Carlos nasceu em 1863, em Lisboa. Era filho do rei D. Luís Filipe e da rainha D. Maria Pia de Sabóia.

  • Em 1886 casou com uma princesa francesa, D. Amélia de Orleães, de quem teve três filhos: D. Luís Filipe, D. Maria Ana e D. Manuel, futuro rei D. Manuel II.

  • D. Carlos era um homem inteligente, culto e de grande talento. Desde muito jovem manifestou interesse pela arte e pintou ao longo da vida belíssimos quadros. Um dos seus temas preferidos era o mar. Mas esta paixão de D. Carlos pelo mar estendia-se também à ciência, pois, a bordo do seu iate Amélia, o rei dedicava-se ao estudo dos oceanos e da fauna marítima.

  • O rei gostava também de desporto e nos tempos livres praticava hipismo, esgrima, natação, ciclismo, ténis, automobilismo, bilhar, tiro e caça.

  • Quando D. Carlos subiu ao trono, em 1889, Portugal atravessava, tal como os outros países da Europa, uma grave crise económica: bancos e empresas tinham falido, o desemprego aumentava, e as classes operárias chegavam a trabalhar mais de dez horas por dia.

  • Em janeiro de 1890, a Inglaterra exigiu que o governo português retirasse as forças militares que se encontravam nos territórios situados entre Angola e Moçambique. O rei sabia que Portugal não podia declarar guerra a um país tão rico e poderoso e, por isso, cedeu ao Ultimato. Os Portugueses sentiram-se humilhados, e aqueles que achavam que Portugal não devia ser governado por um rei, os republicanos, aproveitaram a situação para defender o fim da monarquia. Foi nesta altura que foi criada «A Portuguesa», que é hoje o nosso hino nacional.

  • Face ao descontentamento geral e à crescente oposição à monarquia, D. Carlos permitiu que o chefe do governo, João Franco, governasse de forma autoritária, fazendo intervir a polícia sempre que alguém se lhe opunha. O povo odiava-o e estava cada vez mais descontente com a monarquia.

  • No dia 1 de fevereiro de 1908, ao regressar de Vila Viçosa, a família real desembarcou no Terreiro do Paço. Quando a sua carruagem se dirigia para o Palácio das Necessidades, foi atingida por disparos vindos da multidão que se juntara para saudar o rei. D. Carlos e o filho mais velho, D. Luís Filipe, morreram.

  • A D. Carlos, sucedeu o seu filho D. Manuel. O reinado de D. Manuel II durou apenas vinte meses, pois a situação política foi-se degradando. Nas eleições legislativas de 1910, o número de deputados republicanos no parlamento aumentou. O país estava, claramente em mudança. Assim, a 4 de outubro desse ano, começou uma revolução que terminou no dia seguinte, 5 de outubro de 1910, com a Implantação da República.

  • Foi então que Portugal passou a ser um país republicano. A república é o regime político que temos atualmente no nosso país.