D. Pedro I - O Justiceiro

D. Pedro I – O Justiceiro

D. Pedro I foi um rei que viveu uma grande história de amor com Inês de Castro. Revoltado com a morte da sua amada, jurou vingar-se. Além disso, preocupou-se sempre em castigar quem cometesse algum crime. Por tudo isto, ficou conhecido como o Justiceiro.

  • D. Pedro I, filho de D. Afonso IV e da sua mulher, D. Beatriz de Castela, nasceu, em Coimbra, em 1320.

  • Neste tempo, o casamento era considerado um acordo político e eram os pais que decidiam o futuro dos filhos quando estes eram ainda muito novos. Assim, D. Afonso IV decidiu o destino do seu filho Pedro, combinando casá-lo com D. Constança Manuel, uma nobre castelhana.

  • Em Agosto de 1340, na Sé de Lisboa, realizou-se o casamento de D. Pedro I e de D. Constança, do qual nasceram três filhos: D. Maria, D. Luís e D. Fernando.

  • Inês de Castro, filha de um nobre galego, era a dama de companhia de D. Constança e acompanhava-a para todo o lado.

  • Ao conhecerem-se, D. Pedro e D. Inês apaixonaram-se de imediato e viveram uma das mais conhecidas histórias de amor.

  • O rei D. Afonso IV era contra o amor de D. Pedro e D. Inês, pois receava que a má influência dos irmãos de Inês pudesse colocar em causa a independência de Portugal.

  • Em 1349, D. Constança morreu, algum tempo depois do nascimento do infante D. Fernando. Desde então, D. Pedro e D. Inês assumiram o seu amor.

  • A 7 de Janeiro de 1355, os três conselheiros de Afonso IV mataram Inês, na quinta onde vivia, em Coimbra. Esta quinta ficou conhecida como a Quinta das Lágrimas, pois reza a lenda que foi neste local que Inês chorou as suas últimas lágrimas.

  • Revoltado, D. Pedro I jurou castigar os responsáveis pela morte da sua amada. Quando subiu ao trono em 1357, mandou matar Álvaro Gonçalves, Pêro Coelho e Diogo Lopes Pacheco. Só este último conseguiu fugir.

  • Como prova do seu amor eterno, D. Pedro I mandou construir, no Mosteiro de Alcobaça, um bonito túmulo para D. Inês. Em frente, decidiu colocar o seu, onde foi sepultado em 1367. Diz-se que os dois túmulos se encontram nesta posição, para que um dia, ao acordarem, Pedro e Inês se possam tornar a ver.